Maringá: Defensoria presta assistência a presas no Dia da Mulher 07/03/2016 - 09:30

Promover a dignidade, o respeito e o acesso à Justiça entre as detentas da Cadeia Pública de Maringá, no noroeste do estado, é o principal objetivo do projeto FortalecElas, encampado pela Defensoria Pública do Paraná em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). Entre hoje (7) e quarta (9), uma equipe multidisciplinar vai prestar assistência jurídica e social às cerca de 30 presas reunidas na 9ª Subdivisão Policial. Por se tratar do único espaço na cidade para receber mulheres em conflito com a lei, a carceragem abriga tanto as detentas condenadas quanto as que aguardam julgamento.

Durante os três dias, serão realizadas atividades diversificadas, tais como: conversas em grupo com as presas, para saber a situação de seus processos; orientações jurídicas em geral; entrevistas para tentar traçar o perfil social das mulheres; entre outras ações. “Precisamos que elas confiem na Defensoria, que entendam como trabalhamos. Como tudo ainda é novo [a sede local foi implantada há apenas 1 ano], queremos mostrar que estamos aqui e que temos esse atendimento multidisciplinar. Vamos explicar a elas os seus direitos e deveres, e no que a DPPR pode ajudá-las”, diz a defensora pública Adriana Teodoro Shinmi.

Elaborado pelas assistentes sociais Andréia Ungari Andretto Rocha, Kelly da Rocha Vieira, Samara Picoli Gomes Fernandes e Talitta Ribeiro Félix Silva, o projeto prevê, entre outras coisas, uma pesquisa detalhada feita pela equipe com as presas. As perguntas vão desde quantos filhos a pessoa tem até qual o grau de escolaridade delas, além de levantar informações sobre histórico de violência, estado de saúde e até quais os planos para quando deixar a prisão. Um trabalho de acompanhamento também será feito pelas assistentes sociais com as famílias das detentas.

“Imagino que quando elas se sentem assistidas, acompanhadas por uma instituição, se sentem mais seguras. E com essa orientação, talvez a gente consiga que certas condutas não sejam repetidas. A partir do momento em que a Defensoria acompanha inclusive a família delas aqui fora, através das assistentes sociais, dá-se um passo para a ressocialização”, argumenta Adriana. Para a defensora pública, o mais importante no trabalho com a área de execução penal é informar aos assistidos sobre a situação de seus processos. “Eles acabam sabendo dos seus direitos e que têm alguém olhando por eles”, conclui.


Objetivos do FortalecElas:

*Estreitar a relação da Defensoria Pública com seus assistidos;

*Orientar as detentas em relação aos seus direitos e deveres na prisão;

*Fomentar a reflexão e o debate sobre os direitos da mulher presa;

*Prestar atendimento social às mulheres presas;

*Traçar o perfil da mulher em regime de reclusão na cidade de Maringá;

*Propiciar atendimento jurídico às detentas em cumprimento de pena;

*Realizar orientação jurídica às detentas em regime de prisão provisória.

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