Do sistema prisional às escolas: Mês da Mulher mobiliza frentes de atuação da Defensoria em todo o Paraná 31/03/2026 - 17:16
A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) encerra o mês de março de 2026 com um balanço expressivo de atividades voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e à garantia de direitos das mulheres em diversas regiões do estado. A mobilização demonstrou que, além de eventos pontuais alusivos à data, a instituição mantém projetos perenes que estruturam o acolhimento de mulheres de forma contínua. As ações, que percorreram o estado de leste a oeste, abordaram desde as vivências de mulheres no cárcere até o enfrentamento às desigualdades de gênero em sala de aula.
Articulação política e estrutural em Maringá
Em Maringá, a atuação estratégica se concentrou na articulação por melhorias estruturais na rede de atendimento local. A Defensoria, integrada à Rede Mulher, participou da entrega de um diagnóstico técnico ao Poder Executivo municipal. O documento solicita a ampliação do quadro de profissionais e a descentralização dos serviços de acolhimento, como a criação de uma nova unidade do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) na Zona Norte. Essa mobilização é um dos pilares do Projeto Defendê-las, da área de Família, que também iniciou suas atividades educativas em março, com debates sobre a Lei Maria da Penha e o enfrentamento a culturas nocivas de gênero no Colégio de Aplicação da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Educação em direitos e presença na comunidade
A atuação com educação em direitos também foi destaque em Apucarana, onde a equipe da Defensoria promoveu diálogos com estudantes do Colégio Prefeito Carlos Massaretto sobre direitos e cidadania. Paralelamente às ações nas escolas, a sede garantiu o acesso da população à assistência jurídica gratuita por meio da Van dos Direitos, durante o evento municipal "Mulheres que Movimentam".
Já na região de Guarapuava, a atuação da DPE-PR alcançou mulheres em situação de extrema vulnerabilidade no sistema prisional. No dia 19, uma equipe interdisciplinar realizou um mutirão na Cadeia Pública de Pitanga, percorrendo espaços de convívio e trabalho.
A ação resultou em mais de cinquenta atendimentos individuais, focados em orientação jurídica, análise de sentenças e atendimentos sociais para subsidiar pedidos de progressão de regime e suporte a gestantes. A ação também serviu para traçar um diagnóstico da população carcerária local, permitindo um acompanhamento contínuo dos casos mais graves.
Acolhimento especializado e fluxo perene em Foz do Iguaçu
Em Foz do Iguaçu, a Defensoria Pública consolidou um modelo de atendimento que une a assistência jurídica em Direito de Família à proteção contra a violência doméstica. Por meio de um projeto de cooperação institucional estratégica firmado com a Secretaria da Mulher e o CRAM, a sede estabeleceu um fluxo perene de acolhimento especializado.
Como a unidade ainda não possui atribuição específica para o juizado de violência doméstica, a equipe estruturou atendimentos mensais extra pauta. Realizados sempre em uma sexta-feira de cada mês, esses atendimentos oferecem escuta qualificada em demandas de guarda, alimentos e divórcio para mulheres encaminhadas pela rede de proteção.


