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Defensoria

18/11/2021

Defensoria e CREAS desenvolvem ações de apoio a mulheres em situação de violência doméstica

Uma parceria entre a sede da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) em Campo Mourão e o Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) do município, que se iniciou em outubro e continuará até dezembro, oferece acolhimento especializado, assistência jurídica e educação em direitos para mulheres em situação de violência doméstica.

Os primeiros encontros ocorreram no início de outubro e novembro, sempre de forma presencial em uma sede do CREAS. Nos dois primeiros dias, o projeto foi apresentado às mulheres, assim como o tema da violência doméstica. Em seguida, foi aberta uma roda de conversa para que aquelas que se sentissem à vontade pudessem relatar suas histórias. Em um terceiro momento, o atendimento foi realizado de forma individual e por agendamento, respeitando-se a privacidade de cada uma.

Participaram dos atendimentos as defensoras públicas Andrea Moraes e Thereza Chagas e as servidoras Raquel Pagliarini e Tânia Aldivino. O projeto foi criado com base em ações já realizadas nas sedes da DPE-PR em Foz do Iguaçu e Londrina, que atuam de forma descentralizada junto aos órgãos que atendem mulheres em situação de violência.

De acordo com a defensora pública Andrea Moraes, projetos como esse contribuem para o fortalecimento da DPE-PR perante os demais órgãos, e ampliam o atendimento da instituição, chegando aos usuários mais vulneráveis que relatam nunca terem "ouvido falar" da Defensoria.

“As mulheres receberam o projeto de forma positiva, tendo em vista que esse é um espaço de escuta e de encaminhamento das suas demandas. Ressalta-se que muitas demonstraram não possuir conhecimento da instituição, não sabendo da existência da DPE-PR e nem que nós poderíamos viabilizar a resolução da questão, seja por meio de ofício seja por meio de ação judicial”, conta a defensora pública.

"[O projeto] representa para as mulheres em situação de violência um atendimento humanizado que garante orientação jurídica e possibilita a emancipação de direitos. A educação em direitos contribui para que elas possam reconhecer seus direitos e sair do ciclo de violência em que estão inseridas, trazendo empoderamento e fortalecimento a essas mulheres”, completa.

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