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Defensoria

01/09/2021

Setembro Amarelo: mês mundial de prevenção ao suicídio

O mês de setembro é conhecido como o mês mundial de prevenção ao suicídio, chamado também de Setembro Amarelo. O objetivo é conscientizar a população sobre os fatores de risco para o comportamento suicida e orientar para o tratamento adequado dos transtornos mentais.

A origem do Setembro Amarelo começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e pelas habilidades mecânicas. Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

No Brasil, o movimento foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro.

Cerca de 12 mil suicídios são registrados todos os anos no Brasil. Há cada vez mais casos entre as pessoas mais jovens. Cerca de 96,8% dos casos estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.    

Segundo a psicóloga Cinthia Perdoncini, a campanha abre as portas para que as pessoas comecem a olhar para a sua saúde mental com mais atenção. “Ela pode ajudar na identificação de alguns sintomas, em que a pessoa  acha ‘normal’ senti-las e que muitas vezes elas acabam não dando a devida importância para estes sentimentos e, ao procurar ajuda, já estão muito adoecidas”. 

É importante lembrar que é preciso falar sobre transtornos psicológicos o ano inteiro, o mês de setembro apenas reforça essa necessidade. “Quando falamos mais sobre o assunto, estamos quebrando a barreira de que ‘não estou louco' para procurar ajuda de um psiquiatra ou psicólogo. O objetivo destes profissionais é ajudar a organizar as suas emoções da melhor forma possível com ou sem ajuda de medicamento”, declara Cinthia.

A pandemia evidenciou uma maior atenção à saúde mental das pessoas. Com mais tempo dentro de casa e muitas vezes sozinhas, as pessoas acabam se sentindo solitárias e podem acabar desenvolvendo transtornos. Para a psicóloga, esse momento que os indivíduos tiveram mais tempo para pensar na saúde foi fundamental para que procurassem ajuda.  “É importante pontuar que muitas pessoas já se encontravam adoecidas antes da pandemia e que não tinham tempo para observar as suas emoções e com o desacelerar que a pandemia trouxe muitas pessoas tomaram consciência de que precisavam rever o cuidado da sua mente e corpo”. 

Como ajudar?

Pequenos gestos podem amparar uma pessoa que está passando por momentos difíceis e que pode estar com depressão. Encontrar um momento apropriado e um lugar calmo para conversar pode ser o primeiro passo para começar a ajudar. 

O incentivo à busca por ajuda profissional é fundamental, com o acompanhamento e tratamento é possível encontrar soluções para o problema. Psicólogos e psiquiatras são profissionais que estão capacitados a ajudar e dar início a um tratamento farmacológico ou psicoterápico mais adequado. 

Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde), UPA 24H,  Pronto Socorro, Hospitais, Centro de Valorização da Vida (CVV): 188 (ligação gratuita), são todas opções de onde é possível buscar ajuda.

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