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Defensoria

09/01/2018

Projeto em Campo Mourão leva terapia a educandos do Cense

Em Campo Mourão, a psicóloga Tânia Aldivino e a assistente social Raquel Pagliarini, do Centro de Atendimento Multidicisplinar da DPPR, elaboraram um projeto para viabilizar o atendimento psicoterapêutico a adolescentes internados no Centro de Socioeducação (Cense) do município. O projeto foi feito em parceria com o Cense, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e a Faculdade Unicampo.

O atendimento psicológico do tipo terapêutico foi pensado primeiramente pela defensora pública Mariana Gonzaga Amorim, preocupada com o estado psicológico dos adolescentes em privação de liberdade, já que os psicólogos da equipe técnica do Cense não possuem atribuição para realizar esse tipo de atendimento dentro da instituição. A ideia foi levada ao Comitê de Socioeducação do município – do qual a defensora e as técnicas do CAM fazem parte – e discutido com as demais instituições que compõe o Comitê: Tribunal de Justiça, Ministério Público, CREAS e Cense.

O projeto, aprovado pelo Comitê, foi, então, apresentado para a coordenação do curso de Psicologia da Faculdade Unicampo, com a proposta de que os alunos do curso pudessem realizar a avaliação psicológica dos adolescentes privados de liberdade e atender em terapia aqueles que precisassem. No final de agosto, o atendimento começou a ser realizado nas dependências do CREAS e, no início de dezembro, com o encerramento do ano letivo da faculdade, as atividades foram concluídas.

“O projeto foi encerrado em 2017 devido ao fim do ano letivo dos alunos, que faziam os atendimentos como parte do estágio em clínica deles. Existe a pretensão de que o projeto continue em 2018 com uma celebração de convênio, que ainda está sendo estudado, do Cense e sua secretaria junto à faculdade, já que foi uma experiência bastante rica para os alunos", explica o psicólogo e coordenador do curso de psicologia da Faculdade Unicampo, Paulo Ricci.

De acordo com a psicóloga da Defensoria Pública, Tânia Aldivino, a diretora do Cense de Campo Mourão, Grasiela Cristina Nascimento, adiantou que os resultados desse período foram muito positivos no sentido de que os adolescentes tiveram um espaço só para eles e que isso foi muito importante, porque dentro do espaço do Cense, mesmo com psicólogos, eles não se sentem confortáveis para se abrirem e confiarem totalmente no profissional, sentem-se um pouco desconfiados, já que é o Cense que executa a medida socioeducativa.

“Com o atendimento realizado pelos estagiários, os adolescentes internados puderam sair do espaço do Cense e passar por um processo bem próximo ao da clínica psicológica, assim estabeleceu-se o processo psicoterapêutico com fins de elaboração psíquica. Eu acredito que tenha sido bastante significativo para os adolescentes terem passado por esse processo psicoterapêutico, uma vez que foi oportunizado a eles receberem uma atenção ainda maior, um espaço de ressignificação de conflitos, de projetos de vida, em suma: abriu-se a possibilidade para que cada um pudesse ter um tempo/espaço só seu, de poder se olhar e se compreender, o que possivelmente contribuiu para seu desenvolvimento emocional, afetivo, interpessoal e, de forma geral, comportamental”, avalia Tânia.

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