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Defensoria

23/05/2020

Semana Mundial do Brincar em pleno isolamento social

O brincar é um direito de todas as crianças e mesmo em período de isolamento deve ser garantido para se evitar frustrações como tédio e a falta de convivência com parentes próximos.

 

Entre os dias 23 e 29 de maio, é celebrada a Semana Mundial do Brincar, em função de o dia 28 marcar a data oficial. A comemoração existe desde 1999 e foi inventada pelo Aliança da Infância, movimento que promove iniciativas por uma boa infância.

A celebração durante a semana é para conscientizar e mostrar como o brincar é fundamental para todas as crianças, destacando também que existe legislação para o tema. Uma delas é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que traz em seu artigo 16 o "brincar" como um direito.

Além da previsão no ECA, outras normas internacionais e nacionais abordam o direito ao brincar, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração dos Direitos da Criança de 1959 e a Lei 13.257/2016 que instituiu o Marco Legal da Primeira Infância. A importância do exercício desse direito ocorre principalmente na fase entre 0 e 6 anos, chamada de primeira infância, quando a interação com o mundo acontece. “Ela (a criança) vai interagir com as questões familiares, comunitárias, entre outras. Mas grande parte do aprendizado que a criança tem nessa faixa está associado ao brincar.  Mas claro, ele vai se manifestar de novo na adolescência e de diversas outras maneiras”, fala o defensor público e coordenador do Núcleo da infância e Juventude (NUDIJ) da Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR), dr. Bruno Muller.

Com a pandemia, as brincadeiras corriqueiras e de costume, como em escolas, parques e praças não são mais possíveis, mas é tempo de reinventar e ver o mundo de maneira diferente. Por isso a importância do brincar está sendo ainda mais evidente neste período. O desenvolvimento psicológico, cognitivo, psicomotor e as relações das crianças com o mundo é fundamental para o seu crescimento e vivência adulta, merecendo cuidados em períodos como este quê vivemos.

Ainda, o isolamento pode trazer frustrações para as crianças como o tédio, a falta do convívio com os parentes próximos como avós e primos, dentre outros. Por isso, os pais e/ou responsáveis podem e devem diminuir essa falta ocupando a cabeça delas durante esses dias, como, por exemplo, brincando. “O isolamento social também traz uma série de toxidades no desenvolvimento social por experiências negativas, tanto pela falta de convívio, causadas pelas omissões entre as relações sociais, quanto pelas restrições causadas por não poder sair e etc. Então é importante diminuir essas toxidades negativas no desenvolvimento cerebral neste período e aumentar as experiências positivas”, explica dr. Bruno.

 

Ações da Defensoria Pública durante a Semana do Brincar

A partir de hoje (23), a Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), publicará diariamente em seu Instagram e Facebook, brincadeiras para serem feitas em casa, com a (o) sua (eu) filha (o) e/ou outras crianças presentes. Além disso, a Assessoria de Comunicação (ASCOM) solicitou aos membros da instituição o envio de vídeos, que serão publicados durante a semana mostrando como estão brincando com as crianças em casa. “Muito importante a Defensoria Pública enquanto instituição lembrar que a gente também tem um papel de divulgação, de conhecimentos, de educação em direitos, de difusão de boas práticas, incentivar os servidores a brincar com os filhos, compartilhar isso para que eles incentivem outras pessoas a também brincar com os filhos e compartilhar, criando uma corrente super positiva em relação a essa prática, talvez uma das mais positivas que pode existir na primeira infância”, finaliza o coordenador do NUDIJ.

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