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Defensoria

03/09/2018

Alunos do curso Defensoras e Defensores Populares de Paranaguá realizam oficinas comunitárias

Durante o mês de agosto, alunos e alunas do curso de Formação Inicial e Continuada (FIC), Defensoras e Defensores Populares de Paranaguá; realizaram oficinas comunitárias em espaços públicos da cidade. Sendo parte do processo de avaliação dos estudantes, bem como um meio de inseri-los como agentes transformadores (defensores populares) na comunidade, a realização dessas oficinas comunitárias surgiu para demonstrar competência, difundindo informações sobre direitos humanos à comunidade, bairros, e movimentos sociais populares.

Nesse sentido, foi proposto que as oficinas fossem realizadas em locais públicos, se possível com apoio de instituições como escolas, CRAS, igrejas, ongs e movimentos sociais populares. Foram indicados assuntos já trabalhados em sala de aula como tema de discussão nessas oficinas, que foram: Direitos Humanos, Direito das Mulheres, Violência Doméstica ou Violência de Gênero.

Para que essas oficinas fossem realizadas, foi desenvolvido um método de organização como a escolha do local, data e hora adequados, divulgação com cartazes, convites, divulgação na rádio e redes sociais.

O processo de organização e preparo dessas oficinas iniciaram no mês de julho, tendo o apoio de uma pedagoga responsável, trabalhando diretamente com as equipes. Como atividade de férias, os alunos tiveram que se reunir com seus grupos e montar toda a oficina e, ao retornar, fazer uma pré-apresentação, para que a equipe de educadores, pudessem sentir o preparo de seus alunos, antes de enviá-los as comunidades.

A pedagoga Sandra Campos de Lima acompanhou os alunos diretamente e fala sobre o curso. “Tem sido uma experiência gratificante, trabalhar com alunos, com essa faixa etária, pelo fato do retorno ser mais rápido e direto também. São mães, pais e avós, que voltaram aos seus estudos (EJA), por diversos motivos e, nessa etapa da vida, encontram diversas dificuldades e desafios, isso acaba refletindo em nossa sala de aula aqui no IFPR” explica Sandra

As Equipes escolheram trabalhar um tema que foi comum as demais equipes: violência doméstica; pois sentiram a necessidade de falar sobre esse assunto tão latente e intenso na sociedade, sensibilizados pelas notícias dos jornais que recentemente relataram casos de feminicídios ocorridos de forma tão brutal, que por muitas vezes visto pela sociedade como algo normal, “briga de casal”, e por ser um assunto tão real em seus bairros.

“Nosso intuito como educadores é que esses alunos concluam o curso com essa consciência, de solidariedade, empatia, críticos, conscientes que podem sim ser agentes transformadores do meio onde vivem, e podem compartilhar tudo isso em seus bairros e comunidades”, esclarece Sandra.

A primeira equipe a apresentar sua oficina a comunidade foi a Zilda Arns, o local escolhido foi o Colégio Estadual Porto Seguro, situado no bairro Porto Seguro. No dia 24 de agosto, tiveram como público alvo, professores, equipe Pedagógica e alunos da EJA.

A Segunda Equipe a apresentar sua oficina a comunidade foi a Marielle Franco, local escolhido foi a Escola Municipal Anibal Ribeiro Filho, situada no bairro Parque Agrai. No dia 28 de agosto, tiveram como público alvo, professores, equipe pedagógica e alunos da EJA. Além da palestra, a equipe fez uma dramatização de uma mulher em situação de Violência doméstica buscando apoio, e como o acolhimento deve ser feito.

A terceira Equipe a apresentar sua oficina a comunidade foi a Helena Greco, o local escolhido foi a Escola Municipal João Rocha, situada no bairro Vila Garcia. No dia 29 de agosto, tiveram como público alvo, professores, equipe Pedagógica e alunos da EJA.

A Quarta e última Equipe a apresentar sua oficina a comunidade foi a Maria da Penha, o local escolhido foi a Escola Municipal Professora Francisca Pessoa Mendes, situada no bairro Jardim Esperança. No dia 30 de agosto, tiveram como público alvo, professores, equipe Pedagógica e os pais de alunos do ensino fundamental.

“Trabalhar com esses alunos, essas oficinas, é algo que já estamos fazendo desde o ano passado e estamos aprendendo muito, com eles e eles conosco. Pois o nosso objetivo como educadores é aplicar uma educação emancipadora e inserir esses educandos na sociedade de maneira crítica e independente”, visa Sandra.

O curso Defensores e Defensoras Populares é uma realização do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH), em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Paranaguá. O curso é realizado na modalidade FIC-Proeja (Formação Inicial Continuada e Jovens e Adultos), e possui como metodologia a educação popular, buscando o objetivo de formar defensores populares que possam replicar a temática dos direitos humanos em suas comunidades. O curso é anual, com aulas às segundas e quartas-feiras, das 13h30 às 17h30.

O "Defensores e Defensoras Populares" também é realizado em Curitiba, no campus local do IFPR, nos mesmos moldes de Paranaguá. As aulas acontecem semanalmente, nas quartas-feiras a noite.

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