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Defensoria

09/08/2018

Defensoria idealiza oficinas de boas práticas parentais

No dia 31 de julho, o projeto de Oficinas de Boas Práticas Parentais teve início na Universidade Paranaense (UNIPAR). O Projeto foi idealizado pelo Centro de Atendimento Multidisciplinar (CAM), através da psicóloga Delair Spezia Pandolfo, do psicólogo João Paulo e Defensora Dra. Amanda Zanarelli Merighe, todos da Defensoria Pública de Francisco Beltrão.

A oficina de boas práticas parentais é um programa que tem como objetivo potencializar a qualidade na interação familiar, orientando e treinando pais a desenvolverem habilidades de comunicação e interação com os filhos, visando prevenir problemas futuros com crianças e adolescentes.

Ao longo dos quase dois anos de atuação da Defensoria Pública no município de Francisco Beltrão, em contato diário junto ao público assistido, percebeu-se uma demanda bastante específica. A dificuldade de pais e responsáveis por crianças e adolescentes em lidar com exigências comuns, referentes aos cuidados e orientações dos seus filhos, acerca de disciplina saudável e como desenvolver boas práticas parentais.

A partir da delimitação da demanda, a DPPR passou a procurar parceiros capazes de atuar transformando a problemática percebida. Considerando o andamento do 4º ano do curso de psicologia da Universidade Paranaense (UNIPAR), a Defensoria buscou essa parceria para desenvolver essa ideia. Desse diálogo, surgiu o esboço de um programa com formato de oficina. Algo que pudesse acompanhar e orientar os responsáveis de forma bastante pontual em suas dificuldades.

As atividades são desenvolvidas pelos acadêmicos do 4º ano do curso de psicologia da Universidade Paranaense (UNIPAR) e supervisionadas pela Dra. Thaís Gutstein, responsável pela prática de estágios no Centro de Psicologia Aplicada (CPA), da instituição. A orientação teórica para a fundamentação das oficinas de boas Práticas Parentais tem como base a obra “Programa de Qualidade na Interação Familiar”, das autoras Lídia Weber, Ana Paula Salvador e Olivia Brandenburg.

Serão oito encontros, tendo acontecido o primeiro no dia 31/07 e os próximos nas semanas seguintes. Nesse primeiro grupo, participaram 12 pessoas, dentre elas assistidos da defensoria principalmente na atuação da Infância Cível e outros encaminhados pela instituição de acolhimento do município e Serviço Auxiliar da Infância e Juventude (SAIJ). A assistência social do município vai fornecer transporte para os participantes para todos os dias oficinas. O projeto foi apresentado ainda à Juíza e Promotora da Vara da Infância da Comarca SAIJ (serviço auxiliar da infância e juventude) e à Instituição de Acolhimento do município de Francisco Beltrão, Casa Abrigo Anjo Gabriel.

A demanda foi primeiramente percebida em atendimentos prestados pela Defensoria em processos da área da infância, pedidos de providência, acolhimentos e destituições. Ainda, percebeu-se essa demanda em processos da área criminal, quando pais respondiam por atos de agressões desmedidas pela baixa habilidade em impor limites de forma saudável aos filhos. Por fim, em atendimentos extrajudiciais, quando pais buscam orientações para o encaminhamento dos filhos usuários de substâncias entorpecentes, indisciplina, comportamentos de risco, dificuldade em impor limites saudáveis e engajamento para o estudo. Em atendimentos realizados pelo setor de atendimento especializado da Defensoria Pública (CAM - psicólogos) percebeu-se a grande carência e insegurança dos pais nas questões relacionada à educação e práticas parentais eficientes.

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