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Defensoria

07/02/2018

Defensoria em Guarapuava já atendeu 2.500 presos

Em janeiro, profissionais da Defensoria Pública em Guarapuava realizaram o atendimento pessoal de 430 sentenciados, internos de três unidades penais do município: Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (CRAG) e 14ª Subdivisão de Polícia (SDP) de Guarapuava. Além dos atendimentos, foram efetuadas a análise e movimentação de 800 processos, assegurando o acesso à justiça e garantindo os benefícios previstos em lei.

O trabalho de atendimento aos presos vem sendo feito há cerca dois anos e mobiliza toda a equipe da Defensoria Pública em Guarapuava. Regularmente é feito o atendimento pessoal àqueles que ingressam no sistema penitenciário, quando profissionais da equipe explicam ao preso a sua situação processual – prazos, benefícios cabíveis, etc. – e como deve transcorrer o cumprimento de sua pena.

O atendimento pessoal aos presos de Guarapuava deve continuar em 2018 duas vezes por mês em cada unidade, especialmente nos casos de novas implantações e nos procedimentos administrativos disciplinares, quando o preso comete eventuais faltas disciplinares dentro da unidade.

De acordo com a assessora jurídica da DPPR, Denise Paczkoski, o trabalho da equipe já alcançou cerca de 2.500 presos. São cerca de 800 nas unidades citadas (PIG, CRAG e 14ª SDP), 1.450 assistidos em meio aberto e mais 236 monitorados por tornozeleira eletrônica. “Esse atendimento evita as rebeliões. Os presos se sentem acolhidos, assistidos”, explica a assessora, que atua desde 2007 na Execução Penal em Guarapuava. Denise já foi vice-presidente do Conselho da Comunidade e advogada do patronato penitenciário, além de ter atuado como assessora de estabelecimento penal pela Defensoria Pública. Para ela, o trabalho da sede de Guarapuava busca dar continuidade ao trabalho feito por outros órgãos antes da chegada da DPPR naquela cidade.

Além de Denise, participam do trabalho com os presos a assessora jurídica Fernanda Helena dos Santos, os estagiários Samile Cristina Groxko e Thiago Vinícius Padilha Freitas e os estagiários voluntários Lucas José Sutil e Lincon Onorio Mendes Júnior, com a supervisão da defensora pública Thatiane Barbieri Chiapetti. Os voluntários trabalham uma vez por semana, atuando exclusivamente na Execução Penal.

“Nos meus estudos [esse trabalho] tem ajudado muito, uma vez que o contato direto com a execução penal tem me esclarecido muito nas matérias de penal e processo penal e matérias correlatas; e esse trabalho é de grande valia na esfera social, já que o detento tem esclarecimentos sob sua situação carcerária e sabe que há empenho da parte da Defensoria Pública em lhe prestar assistência”, avalia o voluntário Lincon Mendes.

“A execução penal ajudou muito para o seu futuro profissional, vindo desde a análise do processo até o resultado final prático do atendimento. O que se busca na verdade é a proteção da dignidade da pessoa e a garantia de direitos já assegurados em lei”, explica a estagiária Samile Cristina Groxko.

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