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Defensoria

08/06/2017

Projeto estimula o debate sobre direitos humanos em sala de aula

O Centro de Atendimento Multidisciplinar da Defensoria Pública do Paraná em Ponta Grossa iniciou mais uma etapa do projeto “Defensoria Pública e Direitos Humanos nas Escolas”, que incentiva o debate sobre temas relacionados aos direitos humanos com estudantes do ensino fundamental de escolas públicas da cidade. O objetivo é estimular a reflexão, reconhecendo meios para o exercício da cidadania e flexibilizando o pensamento da garotada para aceitar diferenças e pensar sobre o impacto das ações individuais na convivência social.

Um projeto piloto já havia sido desenvolvido, em novembro de 2016, com uma turma de 9º ano do Colégio Estadual Professor Becker e Silva. Neste ano, o projeto será executado em cinco turmas também do 9º ano do mesmo colégio. Ao todo, são realizados quatro encontros com cada turma, com frequência semanal e duração aproximada de duas horas e meia.

A metodologia utilizada é a dos “círculos de construção de paz”, que permite uma maior participação e expressividade por parte dos adolescentes, conforme explicam a psicóloga Patrícia Olbermann Duda e as assistentes sociais Ana Letícia de França e Evelyn Matioski de Lima, que estão à frente da iniciativa. Segundo elas, durante a atividade são discutidos com os estudantes alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, além de se abordar as diferenças individuais, de gênero e o Mapa das Liberdades do Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros conteúdos. 

Avaliação
No último dos quatro encontros é solicitado aos alunos que façam uma avaliação do trabalho, com o objetivo de analisar pontos que podem ser melhorados no projeto. Nessa avaliação, alguns adolescentes relataram suas impressões “Em certos momentos fiquei com vergonha, mas foi tudo abordado de uma maneira que ficasse mais fácil entender nossos direitos e escolhas”, diz um. “Eu escolhi mudar atitudes e maneiras de agir e pensar”, revela outro. “Sabendo dos direitos que tenho, tudo ficou mais fácil”, constata um terceiro, conforme relatam as idealizadoras do projeto. 

 “Quando falamos sobre racismo e machismo, por exemplo, acabamos ouvindo muitos relatos de experiências pessoais de preconceito e discriminação, até mesmo dentro da própria escola. Então, esse espaço permite que os adolescentes reflitam sobre suas próprias atitudes, em como cada um acaba disseminando preconceito, muitas vezes sem perceber”, observa Patrícia. 

A partir do segundo semestre, o projeto terá algumas alterações por causa de uma parceria firmada entre a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça do Paraná em Ponta Grossa. Com isso, as atividades serão estendidas para outras duas escolas estaduais. Além disso, na oficina que trata sobre “gênero”, será incluída a temática de violência doméstica, contando, então, com a participação da assistente social do Juizado de Violência Contra a Mulher Bruna Miranda. 

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